Não vi todos os filmes, claro. Algumas pessoas, por exemplo, não deixariam de fora o filme Biutiful do diretor Alejandro Gonzalez e com Javier Bardem no elenco. Outro filme muito elogiado que eu também não assisti foi Família Braz – Dois Tempos. O longa Inverno da Alma também não está na lista, é um filme interessante, mas que não marcou tanto quanto os outros que eu listei. E por ai vai…
Essa é a minha lista dos melhores até Julho/2011.
Cisne Negro
Impossível falar de Cisne Negro e não falar de Natalie Portman. Uma das melhores atuações/entrega que eu já assisti em um filme. Esse filme fica martelando na cabeça durante dias, meses, martela até hoje. A história de uma bailarina que surta quando surge a oportunidade de interpretar o papel principal em Lago dos Cisnes. O diretor Darren Aronofsky já tinha nos dado uma dose de realismo sofrido em Réquiem para um Sonho, não faz diferente em Cisne Negro. Até onde vamos na busca do momento pleno? Sem pirar no meio do percurso, suportando a pressão e as exigências para ser perfeito. A personagem é tão forte que a agonia passa da tela, sentimos com violência a transformação do ser virginal, puro e frágil na criatura que domina o palco com um olhar esmagador até o ato sublime de libertação. Brilhante.
Um Lugar Qualquer
Não nego as semelhanças com Encontros e Desencontros, mas o filme não perde por esse pequeno detalhe, os críticos, as vezes, são muito mesquinhos.
Entramos na vida de Johnny Marco (Stephen Dorff), um astro dos filmes de ação. A vida do cara é comandada por assistentes e ele parece ser marionete do seu próprio destino. Eu imagino as estrelas hollywoodianas vivendo exatamente como Johnny Marco – hotel, bebida, mulheres, bajulação, festas e péssima alimentação – uma vida vazia, espectador da sua própria história. Sofia Coppola tem o poder de inserir belas imagens e encher de carisma seu protagonista, acabamos compartilhando aquela solidão, uma questão de sensibilidade e percepção, principalmente nas cenas com a filha Cleo (Elle Fanning). A cena dos dois na piscina é perfeita.
127 Horas
Roteiro simples, podia ser um filme qualquer, contando uma história de superação. Mas o diretor é Danny Boyle e ai o filme não tem como ser banal ou irrelevante. No quesito filme de aventura filosófico, não consegue ser melhor que Na Natureza Selvagem, mas chega perto. Conta ainda com uma atuação digna de Oscar para James Franco e uma bela trilha sonora assinada por A R Rahman. O filme conta a história real do alpinista Aron Ralston que, durante uma de suas aventuras, sofre uma queda e fica preso por uma rocha. Durante aqueles dias ele vai revivendo, fazendo uma retrospectiva de tudo o que aconteceu em sua vida e das pessoas que passaram por ela. Num ato de coragem único, encontra uma forma de sobreviver e se livrar daquela situação completamente adversa.
A Falta Que Nos Move
Teatro filmado. É o filme brasileiro da lista. Cinco amigos se reúnem na véspera de Natal e aguardam uma pessoa que vai chegar, sem saber quem e que horas. E lá estão as câmeras filmando o decorrer daquela noite. Algumas sinalizações de roteiro enviadas por sms, acho que em poucas cenas, quando eles falam dos pais, por exemplo. As tensões vão aumentando, músicas, bebidas, brindes, conversas e muito improviso. Tudo filmado direto, numa mesma noite. A diretora Christiane Jatahy estipulou dez preceitos, foram eles: cinco atores / uma única locação / 12 horas contínuas de filmagem / três câmeras simultâneas / atores dirigidos durante a filmagem por mensagens de texto / os atores esperam por uma pessoa que não sabem realmente se ela virá / eles seguem roteiros, mas não conhecem todos os roteiros uns dos outros / eles comem, cozinham e bebem de verdade / algumas histórias são reais, outras são inventadas / ninguém pode sair, aconteça o que acontecer.
O que é ficção e o que é real? Eu não consegui responder até agora e é exatamente ai que mora a sacada do filme. Os atores conseguem nos atingir em cheio com seus dramas individuais. Jatahy já arrebentava no teatro e agora acerta a mão também no cinema.
Namorados Para Sempre
O destino acaba aproximando os dois protagonistas dessa triste história sobre o inevitável fim de um relacionamento, que talvez desde o início estivesse fadado ao insucesso. Dean (Ryan Gosling) é um ajudante de mudanças e Cindy (Michelle Williams) está estudando para cursar medicina. Os dois acabam ficando juntos, mesmo com um incidente de percurso. Aos poucos vamos vendo de forma cruel o desgaste causado pela convivência diária, a criação de um filho e a luta para sustentar e manter um lar. O filme é real, consegue ser honesto ao mostrar tentativas em vão de melhorar ou recuperar uma relação que chegou ao fim. Muitos já passaram por situações semelhantes.
Contracorrente
A história se passa num vilarejo de pescadores na costa peruana, são três personagens centrais: Miguel, Santiago e Mariela – que formam um triângulo amoroso. O filme aborda a relação escondida de Miguel com o forasteiro artista Santiago e o casamento de Miguel e Mariela, que estão esperando a chegada do primeiro filho.
Contracorrente começa com uma cena que impressiona pela simplicidade e delicadeza sobre a tradição dos pescadores com relação a morte, a cerimônia de encomenda do corpo. Um filme que busca, num ato de amor e respeito as escolhas alheias, remar contra a maré.
Não me Abandone Jamais
Kathy, Ruth e Tommy passam a infância num colégio interno, isolados, sem ter noção do que acontece no mundo, sujeitos a tradições rígidas e estranhas. Por intermédio de uma nova professora, descobrem que estão ali sendo preparados para serem doadores de órgãos. Como viver sabendo quanto tempo resta? Um filme incômodo que faz refletir sobre a vida, início e fim, quando não temos como lutar para mudar o destino que nos foi imposto.
Bebês
Documentário que acompanha o nascimento e os primeiros passos de quatro bebês em diferentes lugares do mundo, Mongólia, Japão, Namíbia e Estados Unidos. Mesmo vivendo em diferentes realidades e culturas, todos passam por processos similares de desenvolvimento e descoberta. Impossível não cair na gargalhada ou se emocionar com cenas tão espontâneas. Para quem gosta de crianças é um deleite.
O Homem ao Lado
Numa definição simplória, O Homem ao Lado, é uma briga de vizinhos por conta de uma janela. O designer Leonardo, um cara meio esnobe e burguês, tem sua rotina alterada quando seu novo vizinho, Victor, decide começar uma obra, abrindo uma janela com vista para sua intocável casa. A casa em questão é a única criação do arquiteto Le Corbusier na América do Sul. Os métodos de resolver na camaradagem, ou fazendo uso da política da boa vizinhança não surtem efeito e a briga adquire elementos cada vez mais bizarros, até o final chocante.
Meia Noite em Paris
Desde Tudo Pode Dar Certo voltei a achar Woody Allen um gênio do cinema simples, mas cheio de significados e repleto de diálogos impagáveis. Pois bem, Meia Noite em Paris parece ser uma unanimidade. Gil (Owen Wilson) é um roteirista que está passando férias com a noiva em Paris. Seu grande sonho era ter vivido em 1920 e sentado num café com os grandes artistas da época. Um dia ele realiza esse sonho e, numa fantástica volta ao tempo, acaba indo parar numa festa para o cineasta francês Jean Cocteau, ouvindo Cole Porter tocar piano e numa conversa com Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S. Eliot e outras figuras fantásticas da época. Um filme apaixonante.
Corações Perdidos
Uma tragédia familiar altera a vida de um casal, cada um reage de uma forma tentando esquecer a dor, ambos numa solidão e tristeza devastadoras. Doug (James Gandolfini) e Lois (Melissa Leo) parecem ficar cada dia mais distantes. Doug vai a um congresso em New Orleans e conhece a stripper Mallory (Kristen Stewart). Acho que numa última tentativa de se agarrar a vida, Doug se aproxima e resolve cuidar de Mallory. Lois, ao perceber que o marido não vai voltar, vai ao seu encontro, ultrapassando um limite imposto por ela própria, que não saia da sua casa desde o acidente. Corações perdidos tentando encontrar um rumo, algo que os faça sentir vivos.
Incêndios
A morte nunca é o fim de uma história. Filme tenso, que perturba em todos os sentidos. A primeira cena do filme me ganhou de cara, música do Radiohead e o olhar daquele garoto já mostram que as próximas cenas vão ser intensas. Nawal Marwan, ao morrer, deixa duas cartas para seus filhos gêmeos Jeanne e Simon Marwan. A condição é que eles partam numa busca pelo passado de Nawal para encontrar o pai, que eles não sabiam estar vivo e seu irmão, que eles desconheciam a existência, com o objetivo de entregar as cartas deixadas por ela. Uma viagem sem volta que revela o passado torturante e os segredos de Nawal.
O Vencedor
O esporte como pano de fundo para contar a história de dois irmãos, um fracassado pelo vício e outro tentando a carreira no boxe. Antes de qualquer história de superação, o filme mostra como as relações familiares interferem no sucesso ou fracasso de uma pessoa. Uma mãe obstinada, que numa tentativa de ajudar por amor, acaba atrapalhando no desenvolvimento dos filhos, atuação impecável de Melissa Leo. O filme conta a vida real do pugilista ‘Irish’ Mick Ward, que aos 31 anos se tornou campeão na categoria meio-médio pela União Mundial do Boxe e seu irmão Dick Ecklund.
X-Men – Primeira Classe
Eu nunca fui muito de assistir filmes inspirados em quadrinhos, mas isso está mudando. Principalmente X-Men, que eu sempre acabei vendo e sendo convencida pela história. Em Primeira Classe, o bacana é vermos como tudo teve início. De onde vieram, como surgiram e como se conheceram Professor Xavier e Magneto. Eles usam elementos históricos para contar o filme – auge da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética loucos para dar início a uma nova guerra. E nesse contexto começa a busca por mutantes que ajudariam a CIA a evitar um desastre. Mutantes lutando pela Paz Mundial.
Thor
Esse filme me surpreendeu, fui ver sem qualquer pretensão, a única coisa que eu sabia era que Thor tinha um martelo. Thor desobedece uma ordem do rei e como punição não recebe o comando de Asgard, perde seus poderes e é expulso para a Terra. O que tem de bom na terra? Jane (Natalie Portman), uma cientista que vai ajudar nessa trajetória. Enquanto isso, Loki, seu irmão, está arquitetando um plano para assumir o poder no lugar de Thor. E ainda tem o lance dos reinos e os guerreiros do Deus do Trovão.
Estou começando a entender a história agora. Fico até junto com os nerds na sala do cinema para ver a cena tchanam depois dos créditos.
Me corrijam se falei alguma besteira.
Fim.



























