Embarcamos sem imaginar que aquele show ia ficar para sempre, energia contagiante. Logo nos primeiros minutos aportamos em um mundo paralelo repleto de elementos belos e incompreensíveis que se multiplicavam a cada segundo. Uma noite iluminada por astros com a cara pintada e meninas que voavam.
Sessão de hipnose que vale por anos de terapia.
Não acabou por ai, no meio do show uma pessoa chamada Andressa lembrou uma parte de Passagem das Horas do Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), trecho que eu usava como mantra e tinha rabiscado na parede do meu quarto.
Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.
Um altar feito pela comunhão das vozes, pulos, palavras, gestos, olhares…
Foi intenso. (rsss)
Passagem das Horas (completo)

