A companhia americana Pilobolus Dance Theatre, que revolucionou o cenário da dança moderna mundial, comemora 40 anos de existência com Metamorphosis, um espetáculo que reúne cinco coreografias, inédito no Brasil.
Utilizando elementos teatrais, efeitos visuais e de luz, é considerado o primeiro grupo a reunir no palco dança e acrobacia.
Pilobolus (cristalino) é um zigomiceta fototrópico — um fungo que adora o sol e que aparece nos currais e pastos. Ele cresce em um pedúnculo como uma pequena bexiga, pressurizada por alvéolos de seiva e encimado por um minúsculo chapéu preto cheio de esporos. Quando o tempo e o Pilobolus estão maduros, todo esse esporágio é expelido com força e os pequenos sacos de esporos podem ser atirados sobre uma vaca como palhaços lançados por um canhão. É relatado que a aceleração — de 0-45 mpg no primeiro mm de vôo — é a segunda mais rápida na natureza.
Pilobolus, o organismo artístico, germinou no solo fértil de uma sala de aula no Dartmouth College em 1971. O que emergiu foi um processo coreográfico colaborativo e um enfoque único de compartilhamento em uma parceria, que deu à jovem companhia um novo conjunto de habilidades não-tradicionais mais poderosas para criar coreografias. O grupo foi logo aclamado por sua surpreendente mistura de humor e invenção. Assim, o Pilobolus não tardou a tornar-se uma organização auto-suficiente, com seus membros coreografando, dançando, gerenciando e criando a publicidade de seus próprios programas.
Em 2007 tiveram uma de suas maiores consagrações: foram convidados para se apresentar na cerimônia do Oscar, vista por mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, apresentando os filmes indicados ao prêmio principal.
Metamorphosis constitui-se de cinco peças criadas em períodos distintos da história do Pilobolus:
“Untitled”, a primeira delas, é de 1975, e em 14 minutos é uma pantomima sobre o relacionamento entre os diferentes sexos, o amor, a violência, o nascimento e o envelhecimento.
“The Transformation”, criada em 2009, é a mais curta das peças escolhidas para a apresentação brasileira – tem cinco minutos, onde se narra a transformação de uma jovem mulher. Uma curiosidade é que a peça foi escrita em colaboração com o escritor, ator, músico e cartunista norte-americano Steven Banks, criador do personagem Bob Esponja.
“Duet”, de 1992, um clássico da história da companhia, com 12 de minutos de duração, não foi encenada por muitos anos e foi recriada agora especialmente para a celebração dos 40 anos do Pilobolus. No palco, a história da afeição entre duas mulheres é mostrada de forma intensa, explorando temas como a intimidade e a esperança de uma união de sucesso.
“Redline”, criada em 2009, tem 14 minutos de duração e reúne no palco toda a companhia, tendo sido coreografada por Jonathan Wolken para falar de beleza e futilidade.
“Hapless Hooligan in Still Moving” é a maior das peças selecionadas para a nova temporada brasileira – 28 minutos de duração. É também a mais nova das coreografias de Metamorphosis, tendo sido criada em 2010 em uma colaboração entre Art Spiegelman (artista gráfico premiado com o Prêmio Pulitzer), o diretor artístico Michael Tracy e os dançarinos. É uma tragicomédia romântica sobre o casal Hap e Lulu, separados em vida e reunidos após a morte. No palco, os bailarinos interagem com desenhos (animados por Dan Abdo e Jason Patterson) e com uma trilha sonora que reúne clássicos do jazz e de cabaré, assinada por Rob Kaplowitz, indicado para o Tony, o Oscar da TV Americana.
http://www.midiorama.com.br/works/news/4771/pilobulos-metamorphosis/
Theatro Municipal
Dias 1 e 2 de junho, às 20h30
http://www.theatromunicipal.rj.gov.br
Preço:
Platéia/Frisa/Camarote/Balcão Nobre R$ 150,00
Balcão Superior/Balcão Superior Lateral R$ 90,00
Galeria/Galeria Lateral R$ 40,00
Entradas para o dia 1 de junho já estão esgotadas.

Deve ser otimo.
Doida pra assistir.
Bjos
eu tb!