Felicidade é só questão de ser

30 05 2011

Estou numa fase de total encantamento com as novas caras da música brasileira.

Marcelo Jeneci

A primeira música do Marcelo Jeneci que escutei foi Felicidade, lembrei na hora de Los Hermanos. Não sei falar de forma específica sobre o som (arranjos e coisas do tipo), o que posso dizer é que as letras são poéticas e as melodias delicadas, uma união perfeita e apaixonante. Tem gente que define como som pop com uma pitada de lirismo. Será? Não acho “pop” o termo apropriado, mas faz sentido. Algumas faixas contam com a participação de uma orquestra, entre elas Feito Pra Acabar, minha preferida. No site tem um resumo da história dele (muito bacana), as músicas, vídeos e informações sobre shows. Agora é ficar na expectativa aguardando sair um show no Rio que não seja só para convidados.

http://www.marcelojeneci.com.br

Feito Pra Acabar, Marcelo Jeneci

 

Tulipa Ruiz

Quem sou eu: Cantora, compositora e desenhista. Interessa-se por gravações em campo, texturas, ruídos, bordados e cantigas de ninar.

Essa é a definição que ela colocou no blog http://tuliparuiz.blogspot.com/. Por ai já dá pra ter uma noção do quanto ela é encantadora. Ela fez a abertura de um show do Otto no Circo Voador e quase roubou a cena. “Numa levadinha tropical, com naipezinho de metais caribenhos, toda dengosa, a Tulipa vai mostrando que tem estilo.” Nelson Motta

O som da flor.

Efêmera, Tulipa Ruiz

 

Thiago Pethit

Algumas músicas causam certo estranhamento, o que eu acho ótimo. Tem um clima diferente, é fácil embarcar no som e se “teletransportar”. A voz do Pethit é uma coisa de linda e o cara é muito autêntico. Ele tá ficando mais famoso agora porque a Alice Braga estrelou o clip da música Nightwalker. Já postei o clip de Mapa-Múndi, minha música favorita do disco Berlim, Texas.

http://www.myspace.com/lepethitprince

 

Tiê

Tem voz mais doce? Uma levada romântica, sensível, música cheia de sentimentos. Não acho “deprê”, nem som de “mulherzinha”. É muito bem feito e transborda o que falta em muita gente por ai, entrega e exposição, sem medo de dizer o que te faz triste, feliz. Histórias que são uma delícia ouvir. Estou numa dúvida absurda da música que vou colocar aqui, gosto de todas. Vai lá no myspace e escuta as outras.

http://www.myspace.com/tiemusica

Te Valorizo, Tiê

 

A Banda Mais Bonita da Cidade

Maior exemplo de viral bem sucedido, fenômeno na internet com o vídeo da música Oração. Acho que foram 2 milhões de visualizações em duas semanas. Fato é que eles são realmente bons. No Estadão saiu o seguinte:

Era só para ser um vídeo bonitinho, com pessoas fofinhas e uma farra de amigos alegres e contentes. Mas pode ter se tornado, em dois dias, a primeira manifestação de um movimento musical, os “Novos Curitibanos”. “Oração” é uma unanimidade hype. O que causou espanto foi a qualidade dos 6 minutos filmados em plano-sequência aparentemente sem pretensão. A música também agradou os ouvidos indies acostumados com I’m From Barcelona, Belle & Sebastian, Beirut e outros similares. O grupo de músicos de Curitiba, que já existe há dois anos, segue essa linha de músicas fofas, do bem, feita por gente bacana, bem-vestida e moderna. Não à toa o guitarrista do grupo, Rodrigo Lemos, 27 anos, os compara ao movimento Novos Paulistas, formado por Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano, Thiago Pethit, Tiê e Tulipa Ruiz.

http://www.myspace.com/abandamaisbonitadacidade

Canção Pra Não Voltar, A Banda Mais Bonita da Cidade

 

Criolo

O cd Nó Na Orelha é daqueles que colocamos no repeat, uma bela mistura de samba, soul, rap, brega… Vale muito baixar o cd.

Link: http://criolo.registrodosurf.com.br/criolononaorelhahotsite/

O rapper traz um apurado talento para o texto e fala de diversos temas, sempre com referências da cultura pop e um tanto de autobiografia. Em “Lion Man” discorre sobre a labuta de cantor independente, e entre críticas ao sistema atual, vai levando o ouvinte numa releitura do Hip Hop básico: rima cadente, batida uníssona e viciante. Quando se arrisca a ousar dentro do estilo, Criolo também se dá bem.

A faixa que abre o disco, “Bogotá”, um afrobeat com instrumentos de sopro, batucadas dá início a uma série de interações com outros gêneros, que ganha força na soul “Sambei Sambei” e no samba “Linha de Frente”, que tem letra inspirada e usa Turma da Mônica para falar de política. Dessa junção de boas letras, recuperando uma tradição letrista na MPB com a bem-executada mistura de estilos no Hip Hop, Criolo consegue parir um dos mais interessantes discos de 2011.

http://www.revistaogrito.com/page/blog/2011/05/13/criolo-no-na-orelha/

 

Novos Paulistas, Novos Curitibanos… e os Novos Cariocas??!!





pilobolus

30 05 2011

A companhia americana Pilobolus Dance Theatre, que revolucionou o cenário da dança moderna mundial, comemora 40 anos de existência com Metamorphosis, um espetáculo que reúne cinco coreografias, inédito no Brasil.

Utilizando elementos teatrais, efeitos visuais e de luz, é considerado o primeiro grupo a reunir no palco dança e acrobacia.

Pilobolus (cristalino) é um zigomiceta fototrópico — um fungo que adora o sol e que aparece nos currais e pastos. Ele cresce em um pedúnculo como uma pequena bexiga, pressurizada por alvéolos de seiva e encimado por um minúsculo chapéu preto cheio de esporos. Quando o tempo e o Pilobolus estão maduros, todo esse esporágio é expelido com força e os pequenos sacos de esporos podem ser atirados sobre uma vaca como palhaços lançados por um canhão. É relatado que a aceleração — de 0-45 mpg no primeiro mm de vôo — é a segunda mais rápida na natureza.

Pilobolus, o organismo artístico, germinou no solo fértil de uma sala de aula no Dartmouth College em 1971. O que emergiu foi um processo coreográfico colaborativo e um enfoque único de compartilhamento em uma parceria, que deu à jovem companhia um novo conjunto de habilidades não-tradicionais mais poderosas para criar coreografias. O grupo foi logo aclamado por sua surpreendente mistura de humor e invenção. Assim, o Pilobolus não tardou a tornar-se uma organização auto-suficiente, com seus membros coreografando, dançando, gerenciando e criando a publicidade de seus próprios programas.

Em 2007 tiveram uma de suas maiores consagrações: foram convidados para se apresentar na cerimônia do Oscar, vista por mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, apresentando os filmes indicados ao prêmio principal.

Metamorphosis constitui-se de cinco peças criadas em períodos distintos da história do Pilobolus:

“Untitled”, a primeira delas, é de 1975, e em 14 minutos é uma pantomima sobre o relacionamento entre os diferentes sexos, o amor, a violência, o nascimento e o envelhecimento.

“The Transformation”, criada em 2009, é a mais curta das peças escolhidas para a apresentação brasileira – tem cinco minutos, onde se narra a transformação de uma jovem mulher. Uma curiosidade é que a peça foi escrita em colaboração com o escritor, ator, músico e cartunista norte-americano Steven Banks, criador do personagem Bob Esponja.

“Duet”, de 1992, um clássico da história da companhia, com 12 de minutos de duração, não foi encenada por muitos anos e foi recriada agora especialmente para a celebração dos 40 anos do Pilobolus. No palco, a história da afeição entre duas mulheres é mostrada de forma intensa, explorando temas como a intimidade e a esperança de uma união de sucesso.

“Redline”, criada em 2009, tem 14 minutos de duração e reúne no palco toda a companhia, tendo sido coreografada por Jonathan Wolken para falar de beleza e futilidade.

“Hapless Hooligan in Still Moving” é a maior das peças selecionadas para a nova temporada brasileira – 28 minutos de duração. É também a mais nova das coreografias de Metamorphosis, tendo sido criada em 2010 em uma colaboração entre Art Spiegelman (artista gráfico premiado com o Prêmio Pulitzer), o diretor artístico Michael Tracy e os dançarinos. É uma tragicomédia romântica sobre o casal Hap e Lulu, separados em vida e reunidos após a morte. No palco, os bailarinos interagem com desenhos (animados por Dan Abdo e Jason Patterson) e com uma trilha sonora que reúne clássicos do jazz e de cabaré, assinada por Rob Kaplowitz, indicado para o Tony, o Oscar da TV Americana.

http://www.midiorama.com.br/works/news/4771/pilobulos-metamorphosis/

 

Theatro Municipal

Dias 1 e 2 de junho, às 20h30

http://www.theatromunicipal.rj.gov.br

Preço:

Platéia/Frisa/Camarote/Balcão Nobre R$ 150,00

Balcão Superior/Balcão Superior Lateral R$ 90,00

Galeria/Galeria Lateral R$ 40,00

Entradas para o dia 1 de junho já estão esgotadas.








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